Localizada no bairro de Santana, em Santarém, a Seara é uma entidade que existe há 33 anos e tem sua atuação voltada para crianças com o quadro de desnutrição infantil. A entidade atende a 230 crianças e adolescentes, sendo 140 (desnutridas)em período integral e 90 no contra turno escolar. Além do atendimento que acontece dentro da Instituição, esta entidade atua em 10 diferentes bairros da periferia de Santarém, levando conhecimento sobre alimentação saudável às famílias em situação de vulnerabilidade social e crianças com baixo peso.

Em 2008, a entidade estendeu seus trabalhos a crianças e jovens de 6 a 17 anos, com o propósito de desenvolver ações sócio-educativas e criar oportunidades de convivência social e formação para a vida.

Em março de 2012, a entidade criou uma panificadora, numa iniciativa que contempla geração de renda e formação profissional aos pais e jovens atendidos pela casa.

Com vasto conhecimento em alimentação saudável e nutrição, a entidade ficou responsável pela cozinha, durante os encontros do Projeto Beth Bruno.

Segundo Maria Lenice Ezaquiel da Silva, diretora da Instituição, a entidade já desenvolvia um trabalho em medicina complementar com xaropes caseiros e chás para as crianças. O Projeto Beth Bruno trouxe sistematização e novas ferramentas, que potencializaram o trabalho que já era desenvolvido na organização.

Com a sistematização e estas novas ferramentas, foi criado um espaço para receber pessoas que procuram a casa em busca da escuta e dos remédios. A horta, que já existia, foi ampliada para o cultivo de ervas medicinais, que são utilizadas no preparo de tinturas, chás e xaropes.

A seguir, entrevista que foi feita com Maria Lenice e Maria Aparecida, sobre a contribuição do Projeto para a Instituição:

O que o Projeto trouxe para a Entidade e para os colaboradores da casa que participaram da formação?

A Sistematização no cuidado, um olhar mais aprofundado e holístico do ser humano e o autoconhecimento dos agentes que passaram pelo treinamento. E a partir do autoconhecimento, o conhecimento do outro e a segurança para iniciar os atendimentos e indicar os remédios.

Quantas pessoas atuam com as terapias ?

Hoje, 3 pessoas na entidade trabalham nos atendimento com as terapias complementares, mas vamos preparar novos grupos para intensificar os trabalhos.

E qual tem sido o efeito do uso destas novas ferramentas para a casa?

Tanto os funcionários como os ambientes da casa têm sido cuidados com estas novas ferramentas. Eles admitem uma mudança considerável que contempla a harmonia e o estímulo ao trabalho.

Em relação às crianças, qual tem sido o efeito destas terapias?

Antes de agregarmos os florais aos cuidados que a casa disponibiliza às crianças, o tempo de adaptação era maior e, consequentemente, as crianças não se alimentavam adequadamente. Como os florais atuam no emocional, logo nos primeiros dias as crianças se sentem mais calmas e seguras. Consequentemente, elas conseguem se alimentar melhor, o que agiliza o processo de recuperação e ganho de peso.

Sabemos que a Seara é uma Instituição que expandiu sua atuação para além dos muros da casa. As terapias complementares que foram agregadas a partir do Projeto Beth Bruno também têm sido oferecidas às pessoas das comunidades?

Sim. Pessoas das comunidades próximas e distantes têm vindo em busca destas terapias. Já atendemos, inclusive, pessoas que vieram de Macapá, que ficaram sabendo dos ótimos resultados, por meio de algum parente ou amigo e que, passando por Santarém, resolveram nos procurar e levar alguns remédios.

A Nutricionista que trabalha na casa e possui consultório no centro da cidade tem encaminhado pessoas que estão fazendo tratamento para emagrecer, mas que encontram dificuldades devido à ansiedade, carência, compulsão… Ao utilizar os florais, estas pessoas se reequilibram emocionalmente e agilizam processos de emagrecimento (leia o depoimento de Lenice sobre este assunto, na página de Depoimentos).

E as famílias das crianças? Elas também são contempladas neste processo?

Sim, os familiares também estão sendo cuidados. Neste sentido, trabalhamos com a autoestima e uma ampliação dos horizontes dos pais das crianças atendidas.

Por meio de rodas de conversas que são feitas com os pais, colocamos as flores e perguntamos o que as mesmas representam para eles. Também são passados os vídeos da Healingherbs (os 12 Curadores, os 7 Auxiliares e os 19 Complementares) que foram utilizados em sala de aula durante os encontros de formação do Projeto.

Oferecemos os frascos de florais a preços bem acessíveis, para que os pais consigam adquiri-los.

E como está o trabalho com a Homeopatia Popular?

Ainda estamos iniciando, mas a proposta é intensificar a utilização destes remédios a partir do último treinamento. Multiplicaremos o conhecimento adquirido no Projeto a outros colaboradores e voluntários da casa.

Sobre a sustentabilidade, a proposta do Projeto é a de que os remédios sejam cobrados, para que a matéria prima possa ser reposta, tornando o trabalho economicamente sustentável. Esta proposta tem se mostrado eficiente no que diz respeito à sustentabilidade e autonomia do grupo?

Sim. Hoje, o trabalho gera renda para repor os insumos e ainda contribui com entidade. Além disto, muitas pessoas que chegam em busca de cuidados, se interessam pela entidade e se oferecem para ajudar de alguma maneira. Este é mais um ganho que conseguimos, graças ao trabalho iniciado a partir de Projeto Beth Bruno.

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