O Projeto Beth Bruno foi lançado em janeiro de 2010 com a proposta inovadora de levar conhecimento sobre algumas práticas integrativas e complementares, alimentação saudável e agroecologia a comunidades da Amazônia.

Desde o princípio, a coordenação tinha como grande meta a sustentabilidade do projeto, que deveria gerar renda suficiente para garantir a perenidade dos trabalhos, ao mesmo tempo em que oferecesse meios saudáveis e acessíveis de cuidar de comunidades carentes e, muitas vezes, completamente desprovidas de equipamento público na área da saúde.

O formato do projeto contempla uma formação dada em seis etapas, duas etapas por ano. Encerrado este período, as formações serão ministradas por agentes multiplicadores em pequenos grupos reunidos nas próprias comunidades, promovendo a capilaridade na transferência de conhecimento e, consequentemente, na utilização das práticas.

O encontro ocorrido entre os dias 23 e 27 de março teve, portanto, um caráter muito especial, pois entramos no último ano do projeto, no formato atual, o que nos obriga a refletir e avaliar nossa evolução como grupo e como indivíduos durante a caminhada e o que esperamos daqui para frente.
Considerando o conteúdo, foram apresentados os 10 primeiros florais do grupo dos 19 Complementares. Os facilitadores foram Andrea Helmeister, Luciana Chammas e Zheca Catão. Entre outras virtudes tivemos a oportunidade de trabalhar a autoestima, a autoconfiança e a tolerância. Continuando um trabalho iniciado no último encontro, Zheca avançou um pouco mais nas diretrizes do atendimento terapêutico e se surpreendeu com o interesse do grupo, que discutiu e absorveu cada palavra e conceito apresentados.

Aula de Crab Apple dada pelos participantes

João Carlos e Manoel Neto, ambos de Rondônia, avançaram com o conteúdo de Homeopatia, mostrando ao grupo que, ao se entender esta prática entendemos a beleza da criação, pois para trabalhar com estes remédios temos que enxergar cada ser humano como único. Os agentes, em sua maioria pequenos agricultores, estão trabalhando também a utilização da homeopatia popular na agricultura, numa forma mais saudável de cuidar das plantas e do solo

 

Os participantes também foram atendidos com florais, continuando um trabalho que havia iniciado em setembro de 2011. Os agentes foram unânimes ao afirmarem que os florais haviam trazido grande alívio para suas preocupações e angústias.

Convidados a refletir sobre a caminhada feita até aqui, o grupo foi unânime em concordar que foram muitos os progressos! Não apenas em termos de infraestrutura, pois quase todos os grupos encontraram espaços para seus atendimentos e possuem material adequado para seus trabalhos, mas também em termos de aceitação pela comunidade, em repasses e palestras. Mesmo entre aqueles grupos que ainda não conseguiram um local apropriado, o conhecimento adquirido no projeto vem sendo disseminado, por meio de palestras nas comunidades.

Os grupos que trabalham em Centros da Pastoral estão desenvolvendo um trabalho fantástico com os chás caseiros, os florais de Bach e a Homeopatia Popular. Há casos relatados pelos agentes que nos deixam profundamente emocionados, pois eles reafirmam nossa crença de que, por meio de iniciativas como estas, podemos levar luz àqueles que se encontram em desespero e carecem de meios para buscar algum amparo nos sistemas de saúde público ou privado.

Em relação à sustentabilidade, desde o princípio falou-se da importância da geração de renda. Muitos agentes nos contaram, orgulhosos, que conseguiram chegar até esta formação com recursos próprios, obtidos pelo seu trabalho. Além disto, a coordenação local do projeto nos relatou que o valor do material entregue aos grupos está sendo devolvido, garantindo a aquisição de insumos e equipamentos necessários na preparação dos remédios e, consequentemente, a perenidade deste trabalho.

Alguns grupos relataram ainda que a Secretaria de Saúde de sua cidade vem apoiando os trabalhos, o que abre um caminho para uma participação efetiva destes agentes na construção de políticas públicas na área da saúde que contemplem práticas simples, de baixo custo e com uma abordagem holística do ser humano.

Em dois anos de trabalhos, nós percebemos que os avanços foram imensos, graças ao grande esforço e amor destas pessoas, que enfrentam desafios, muitos deles completamente desconhecidos para nós, mas que, como Fênix, renascem a cada dia pela vontade e amor de levar alívio ao seu próximo.

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